PROFICIÊNCIA na pós-graduação

PROFICIÊNCIA na pós-graduação

A avaliação da proficiência em línguas estrangeiras tem feito parte dos programas de mestrado e doutorado desde o Parecer CFE 977/65¹, aprovado em 03/12/65. Esse Parecer se baseia na avaliação da capacidade de leitura em língua estrangeira, considerada uma ferramenta fundamental para as demandas inerentes a um curso de pós-graduação.

Quanto aos métodos de avaliação, aos exames aceitos ou ao momento em que os exames são administrados, notam-se variações de universidade para universidade e mesmo de programa para programa em uma mesma instituição. Assim, o MEC (Ministério da Educação), CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) ou outras agências de fomento à pesquisa não interferem no arbítrio dos cursos de pós-graduação quanto aos critérios adotados para a avaliação da proficiência em línguas estrangeiras.

Não interferem, não regulamentam e também não indicam ou garantem quaisquer instrumentos de avaliação, o que dá liberdade aos cursos para as adequações que contemplem suas especificidades e expectativas.

Esta liberdade tem como consequência uma maior responsabilidade por parte dos cursos, uma vez que os critérios e procedimentos de avaliação em idiomas que determinarem podem interferir diretamente no modo como as pessoas interessadas em um título de Mestre ou Doutor irão se preparar (ou não) durante o período que antecede seu ingresso no curso desejado.

Assim, um determinado edital pode fazer com que uma pessoa comece a se preparar linguisticamente para a pós-graduação com antecedência, ao passo que outro edital pode sinalizar que a língua estrangeira não é relevante até o final do primeiro ano do curso, levando uma pessoa interessada naquele curso a protelar sua preparação para depois da sua eventual aprovação no processo seletivo.

 

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